Na
década de 90 o Jiu-Jitsu aparece no Paraná. A capital
Curitiba foi a cidade escolhida como ponto de partida por alguns poucos
professores que vieram do Rio de Janeiro tentar a sorte na capital
Paranaense.
Em
1996 Rillion Gracie montou sua academia na Av. Munhoz da Rocha, no
bairro Cabral, que possuía o maior tatame de Jiu-Jitsu já
visto no Estado.
Rillion
Gracie vendeu a academia para seu irmão Carlos Gracie Jr, que
enviou seu aluno campeão mundial, Gustavo Gutty
Muggiati
No
ano de 2003 Gutty vai para os USA montar sua nova academia, deixando
a administração com seus dois alunos João Simpson
Raphael Campeão mundial e Rodrigo Pimpolho Tricampeão
brasileiro.
Hoje
Pimpolho e Simpson têm duas academias bem situadas na cidade.
Uma no bairro Cabral e outra no bairro Rebouças.
O Jiu-Jitsu
Segundo alguns historiadores o Jiu-jitsu ou "arte suave",
nasceu na Índia e era praticado por monges budistas. Preocupados
com a auto defesa, os monges desenvolveram uma técnica baseada
nos princípios do equilíbrio, do sistema de articulação
do corpo e das alavancas, evitando o uso da força e de armas.
Com a expansão do budismo o jiu-jitsu percorreu o Sudeste
asiático, a China e, finalmente, chegou ao Japão,
onde desenvolveu-se e popularizou-se.
A
partir do final do século XIX, alguns mestres de jiu-jitsu
migraram do Japão para outros Continentes, vivendo do ensino
da arte marcial e das lutas que realizavam.
Esai
Maeda Koma, conhecido como Conde Koma, foi um deles. Depois de
viajar com sua trupe lutando em vários países da
Europa e das Américas, chegou ao Brasil em 1915 e se fixou
em Belém do Pará, no ano seguinte, onde conheceu
Gastão Gracie. Pai de oito filhos, cinco homens e três
mulheres, Gastão tornou-se um entusiasta do jiu-jitsu e
levou o mais velho, Carlos, para aprender a luta com o japonês.
Franzino
por natureza, aos 15 anos, Carlos Gracie encontrou no jiu-jitsu
um meio de realização pessoal. Aos 19, se transferiu
para o Rio de Janeiro com a família e adotou a profissão
de lutador e professor dessa arte marcial. Viajou para Belo Horizonte
e depois para São Paulo, ministrando aulas e vencendo adversários
bem mais fortes fisicamente.
Em
1925, voltou ao Rio e abriu a primeira Academia Gracie de Jiu-Jitsu.
Convidou seus irmãos Oswaldo e Gastão para assessorá-lo
e assumiu a criação dos menores George, com 14 anos,
e Hélio, com 12. Desde então, Carlos passou a transmitir
seus conhecimentos aos irmãos, adequando e aperfeiçoando
a técnica à compleição física
franzina característica de sua família.
Também
transmitiu-lhes sua filosofia de vida e conceitos de alimentação
natural, sendo um pioneiro na criação de uma dieta
especial para atletas, a Dieta Gracie, transformando o jiu-jitsu
em sinônimo de saúde.
De
posse de uma eficiente técnica de defesa pessoal, Carlos
Gracie viu no jiu-jitsu um meio para se tornar um homem mais tolerante,
respeitoso e autoconfiante. Imbuído de provar a superioridade
do jiu-jitsu e formar uma tradição familiar, Carlos
Gracie lançou desafios aos grandes lutadores da época
e passou a gerenciar a carreira dos irmãos.
Enfrentando
adversários 20, 30 quilos mais pesados, os Gracie logo
adquiriram fama e notoriedade nacional. Atraídos pelo novo
mercado que se abriu em torno do jiu-jitsu, muitos japoneses vieram
para o Rio, porém, nenhum deles formou uma escola tão
sólida quanto a da Academia Gracie, pois o jiu-jitsu que
praticavam privilegiava as quedas e o dos Gracie, o aprimoramento
da luta no chão e os golpes de finalização.
Ao
modificar as regras internacionais do jiu-jitsu japonês
nas lutas que ele e os irmãos realizavam, Carlos Gracie
iniciou o primeiro caso de mudança de nacionalidade de
uma luta, ou esporte, na história esportiva mundial.
Anos
depois, a arte marcial japonesa passou a ser denominada de jiu-jitsu
brasileiro, sendo exportada para o mundo todo, inclusive para
o Japão.